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O papagaio faz parte da Ordem Psitaformes e é chamado comumente de psitacídeo. Já uma sabiá, um canário e um coleirinha pertencem à Ordem Passerifomes e por isto, são chamados de passarinhos. Então, podemos dizer que um pássaro é uma ave, mas nem toda ave é um pássaro.
Os cientistas classificam os animais de acordo com os seus hábitos e constituição física. Quando classificamos uma ave corretamente podemos saber o que ela come, quais são os seus hábitos, ou seja, qual a melhor maneira de tratá-la para que tenha boa saúde.
Antes de comprar um papagaio ou qualquer animal de estimação, você deve pensar que ele vai viver muitos anos e deverá receber cuidados e atenção. Avalie seus hábitos de vida e as necessidades do animal – se você viaja muito, por exemplo, com quem vai deixar a ave? Ela terá espaço para se exercitar? E se ficar adulta e se tornar agressiva, como lidar com isto?
Pensou bem e ainda assim quer ter um papagaio? Então compre em lojas autorizadas. Sua ave deverá vir acompanhada de nota fiscal e de anilha. Sem isto, será uma ave ilegal, retirada da natureza. Além de estar cometendo um crime contra a natureza, você estará sujeito às sanções penais. A ave deverá ter uma anilha e uma nota fiscal. Muitas aves estão sendo anilhadas com anilhas falsas e somente a nota fiscal, na qual conste o número da anilha e o nome do criatório de origem da ave lhe darão a certeza de que a ave é legal.
A ave deverá ter uma anilha e uma nota fiscal. Ainda assim, se tiver dúvidas quanto à legalidade da ave, consulte no site do Ibama (www.ibama.gov.br) se o criatório que consta na nota fiscal ou a loja onde você adquiriu a ave está devidamente autorizada. Denuncie às autoridades se constatar irregularidades.
Não há como legalizar uma ave que foi retirada da natureza. Será um problema pelo resto de sua vida e você sempre estará sujeito a multa e processo criminal.
Pense bem nisto antes de comprar uma ave proveniente do comércio ilegal e responda: será que para que eu tenha uma ave é certo que milhares de outras morram pelas condições em que são retiradas da natureza? Para cada dez aves que são retiradas da natureza, nove morrem. A melhor maneira é que você se dirija a uma autoridade ambiental e faça a entrega voluntária da ave. Mas atenção: ao entregar a sua ave EXIJA o Termo de Entrega e guarde-o. Esta é a sua comprovação de que a ave será entregue a um local autorizado pelo Ibama e será bem cuidada. Também, se houver uma denúncia contra você, o documento irá comprovar que você agiu dentro das leis, como um bom cidadão.
As aves em vida livre consomem uma grande variedade de alimentos apropriados a sua espécie. Um papagaio, por exemplo, come em vida livre mais de duzentos itens alimentares enquanto que em cativeiro só recebe como base alimentar girassol e algumas frutas o que não é suficiente para que se mantenha saudável pelos muitos anos de sua vida. Em sua maioria, as aves mantidas em cativeiro recebem alimentação inadequada e apresentam carências nutricionais principalmente por terem uma alimentação à base de sementes extremamente prejudiciais como girassol e amendoim.
Quando falamos em cuidados não podemos em nenhum momento comparar a vida em cativeiro com a vida livre. A violência imposta pelo cativeiro nas gaiolas nega às aves o direito de voarem em liberdade, de se reproduzirem e de cumprirem seu papel ecológico.
Não se deve soltar uma ave de cativeiro por conta própria. Além do problema alimentar, os animais são mantidos em lugares inadequados, com pouco ou sem espaço de voo e sem a interação social característica de cada espécie. Para uma ave ser solta ela deverá passar por um trabalho de reabilitação. Além do que só se pode soltar um animal em sua área de ocorrência, ou seja, não se pode soltar um animal da Amazônia na Mata Atlântica. Soltar é muito mais que abrir gaiolas.
A ave deverá passar por um processo de triagem e exames clínicos, além de aprender a alimentar-se da forma mais próxima ao que irá encontrar na natureza. Cada espécie tem um tratamento diferente. Para obter detalhes do processo, clique em NOSSO TRABALHO.
Exames clínicos e físicos são realizados para tal. Além disto, a observação do comportamento da ave é fundamental para determinarmos se poderá ser solta ou não.
Para obter detalhes do processo, clique em NOSSO TRABALHO. A BMATA consegue recuperar 60% das aves que recebe.
Infelizmente não. Entre os casos mais graves e sem possibilidade de retorno à natureza estão aves com olhos queimados e asas quebradas ou amputadas.
Para saber mais veja em BMATA EM FOTOS. As solturas devem ocorrer em áreas protegidas, chamadas de ‘Áreas de Soltura e Monitoramento de Animais Silvestres e estão previamente cadastradas junto ao Ibama, estando sujeitas a normas e regulamentações exigentes.
Para saber mais, clique em NOSSO TRABALHO. Por meio de monitoramento que é uma fase essencial do trabalho de conservação e manejo de vida silvestre. Para esse trabalho os animais são observados por meio de binóculos ou rádio colar com a ajuda de mapas, GPS e imagens da região. As anotações são feitas em fichas e é utilizada máquina fotográfica para registrar as imagens. Caso um indivíduo esteja com dificuldades ele poderá ser recolhido para passar por nova avaliação.
Para saber mais, clique em NOSSO TRABALHO. A BMATA tem tido bastante sucesso na reabilitação e soltura destas aves, nestas condições. Os resultados das solturas anteriores já comprovaram várias vezes que mesmo aves que estavam muito dependentes de humanos, quando tiveram a oportunidade de se desenvolver, puderam não só sobreviver com sucesso na natureza, mas também se acasalar e gerar descendentes selvagens!
Confira em BMATA EM FOTOS. Sim. A Associação Bichos da Mata tem vários casos de sucesso de reabilitação de indivíduos com essas características.
Para saber mais, clique em BMATA EM FOTOS. Isso já é um grande passo em comparação com milhares de outros que ficam presos com corrente no pé ou presos em gaiolas. Mas dificilmente um animal selvagem vivendo em ambiente doméstico é considerado como sendo completamente feliz, já que não pode ter muitos dos comportamentos naturais sem que seja considerado um problema. Esses comportamentos tais como gritar, mostrar agressividade contra outras pessoas que se aproximem da “pessoa favorita”, roer e mastigar objetos, defecar em média a cada 20 minutos em qualquer lugar, pedir atenção a todos os momentos, geralmente não são tolerados por grande parte das pessoas num mundo moderno em que já estão bastante atarefadas com seus problemas diários. Ter um papagaio é uma enorme responsabilidade pelos 50/60 anos de vida da ave.
Sim, aves compradas de origem ilegal podem transmitir doenças muito graves para humanos tais como a psitacose, salmonelose e muitas outras. Aves compradas de criatórios legalizados recebem cuidados adequados para que não se contaminem com essas doenças e são vendidas com atestados de saúde.
Leia mais em NOSSO TRABALHO. Sim, infelizmente tem se verificado a existência destes casos. Muitos papagaios que vivem soltos dentro de casa acabam fugindo e muitos deles não são recapturados, sobrevivendo como selvagens. O comércio ilegal também acaba trazendo consequências para a natureza, como por exemplo, a introdução de espécies não pertencentes ao local.
Sabe-se que em cativeiro, um papagaio pode viver de 50 a 60 ou mais anos de vida quando bem cuidados. Mas isto varia de acordo com a espécie. Pelos poucos dados obtidos até o presente momento, não se pode ter uma comparação para tal.
Não se sabe, pois os tucanos infelizmente morrem antes de completar 20 anos principalmente por problemas no fígado (por ingerirem frutas cítricas e alimentos muito ricos em ferro). Estima-se que devam viver 40 anos ou mais.
Canários, coleiras e outros desse porte podem chegar aos 15 anos ou mais. Pássaros-pretos, sabiás, e similares podem chegar até os 25 ou 30 ou mais.
Entrar em contato com a Linha Verde do IBAMA pela Central de Atendimento 0800-618080 ou pelo site www.ibama.gov.br
É importante apresentar dados claros e precisos sobre a denúncia a ser formulada. Os dados cadastrais do informante (nome, telefone, endereço) são mantidos em sigilo. O tráfico de animais e a perda de habitat são as maiores ameaças para a sobrevivência dos animais. Além disso, a retirada de dispersores de sementes, polinizadores, presas e predadores dos diversos ambientes provoca ecossistemas desbalanceados e sob alto risco, já que sua capacidade de regeneração fica altamente comprometida.
Seja um bom cidadão e não compre animais ilegais. Acima de tudo, procure orientar-se sobre como proteger o meio-ambiente e oriente os seus familiares e vizinhos. Aprenda a apreciar o voo de uma ave em liberdade e ensine isto a todos à sua volta. Não fique calado quando vir uma ave sendo maltratada. Denuncie. Faça a sua parte.
Você poderá ajudar a BMATA não comprando animais ilegais e não permitindo que os outros o façam. Isto já será uma grande ajuda para nós. Caso queira fazer algo mais, você poderá:
Tornar-se um ASSOCIADO Fazer uma DOAÇÃO Adquirir PRODUTOS Nosso site traz mais informações sobre o nosso trabalho, mas se você tiver alguma dúvida específica, poderá nos enviar a sua pergunta através de contato@bichosdamata.org.br.
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